Desenhei a casa com gente dentro
E um lugar ao sol para cada um.
Ao centro a jarra de água fresca
E temporãs flores silvestres
Colhidas à luz da manhã.
O pomar toca-se, saboreia-se
E funde-se no sorriso
E na melodia que perpassa por ti.
E na melodia que perpassa por ti.
A energia da parreira atravessa as janelas
E traz o fascínio dos brilhos da Faceira.
E num romântico reflexo de lua
Vejo o rio beijar a laranjeira.
A casa nasceu ali, naturalmente.
E não falta ninguém.
Há bolas e bonecas onde convém.
E os espaços crescem com a gente.
Teresa Almeida Subtil


