quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

 "Caminando por Dezembre."

CONSOADA
Ela está a chegar
Avariou o primeiro avião
A seguir perdeu o AVE
Tudo são sustos
No ar de Geneve a Madrid
Novo comboio a Valladolid
Já na Ibéria apetece escrever
Pela madrugada
Há estrelas a regurgitar
Nos olhos dos avós
Lábios de papoilas
A reçumar palavras
Palavras cálidas como rabanadas
Vindas da antiga e amada casa
Vinho fino de Freixo de Espada
à Cinta
Copinhos de Quintanilha
Coisa de nada
Vem de longe
Uma linguagem de afetos
Que hoje à lareira
Explode num poema
De consoada
Teresa Almeida Subtil

segunda-feira, 1 de setembro de 2025

BERANO POÉTICO /Festival Arcu Atlánticu


 Festival Arcu Atlánticu está em Xixón. Asturies.

Le llingües atlántiques tamién tienen el so sitiu nel Arcu. Nesta ocasión los X Alcuentros Poéticos Letribetia xiraron en redol al mirandés, llingua cooficial dende 1998. Pa ello cuntóse cola presencia de la poeta María Teresa Almeida.


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X ALCONTROS POÉTICOS LETRIBÉRIA Os alquentros poéticos
LETRIBERIA dedicam caúna das suas edições a uma lingua ibérica. Três o português, o galegu, l’asturianu, l’aragonês, o castuu, o catalão, o pa ḷḷuezu, l’euskera e o galego-asturianu, l’e o turnu ao mirandês, da portuguesa Miranda do Douro, e cooficial dende 1998.
Vamos contar cola poeta Maria Teresa Almeida, o linguista Antonio Bárbolo e o poeta Diego Solis.
📆 Quinta-feira 31 xunetu
📍Antiguu Institutu
⏱18.30 h.
















BERANO POÉTICO

Atribuição da Medalha de Mérito à nossa associada Maria Teresa de Jesus Almeida Vaz Rodrigues (Teresa Subtil Almeida), distinção concedida pelo Município de Miranda do Douro no passado dia 10 de julho de 2025, data em que se assinalaram os 480 anos da elevação de Miranda do Douro a cidade.






 

domingo, 9 de março de 2025

A Maria Teresa Horta ( Dia da mulher)

 

Frio e chuva miúda

Acenos de poesia lavada

Leve e subversiva

Sentimento de alma livre

E magoada.

 

Brinde à natureza

A abrolhar nas margens do rio

Cálice de lábios vermelhos

 

É março a explodir à boca das papoilas

Espelho de rebentos intumescidos

Febre de quem partiu ficando

No prazer e no fogo

Dos sentidos

 

E todas as sedes confluem

Num tempo e num corpo

De mulher


Teresa Almeida Subtil