O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Puxo lentamente a cortina

Puxo  lentamente a cortina
Receio e curiosidade em igual medida
a janela do meu quarto passou a baloiçar
e o meu corpo lentamente a tremer
às vistas da noite em mar alto

Lá fora tanta água a dançar
pertinho da janela do meu quarto
Não consigo deixar de realizar
com o coração num punho
um filme louco  em mar alto

Amordaço a liberdade do pensamento
mudo o tema, altero a estória e a rima
o mar continua a oferecer-me música
a minha mão apanha o calor do teu corpo
e eu puxo lentamente a cortina


Teresa Almeida 22-08-2011

4 comentários:

  1. Doce, poético, com uns laivos de desejos contidos!
    O mar, como nos encanta! Com prazer o li.

    Bjuzz, amiga ;)

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  2. tremulante a curiosidade velada pela cortina..que ainda assim peja por sair do pensamento...nao corras a cortina,deixa que o mar te embale..deixa que o calor te suba ...deixa que vida te "emprenhe" (e desculpa a palavra)!!!um beijo meu!!

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  3. Odete, o mar é um tresloucado!:)
    Bjuzz amiga :)

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  4. Que lindo o teu registo aqui Inês.
    Obrigada.
    Um beijo meu.

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