O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

segunda-feira, 11 de março de 2013

Vale da Vilariça


Escorre-me o tempo entre os dedos
a neve é já rosada em picos traiçoeiros
racha-se de saudade a árvore dos segredos
e  veste-se o campo de flor de amendoeira

São de púrpura os risos da manhã
aflorada em vales intumescidos
são de alegria os cantos que se levantam
e verdes os matagais dos sentidos

Escorre-me o tempo entre os dedos
rejuvenesce o encanto da velha canção
insinua-se a cromática da Vilariça
e a tela acende-se na minha mão.
Teresa Almeida

5 comentários:

  1. Um poema que nos transporta para a realidade mesmo a quem conhece o local .
    Muito bom .

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    1. Lindo,lindo,amiga!!

      Adoro ser guiada através das tuas palavras póeticas

      para sentir a beleza do Vale da Vilariça.

      Beijo.

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  2. Toda eu sou feita deste Lugar
    E o tempo é todo ele.

    Gostei imenso, sente-se carinho, orgulho.
    Beijinho

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  3. Lindo poema telúrico, amiga.

    Bjuzz (desse encanto) :)

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