O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quarta-feira, 10 de agosto de 2016


O que seria a vida

sem imprevistas tempestades,
caminhos desfeitos,
momentos impossíveis
e arrepiantes mirares?

E sem este amanhecer
que me toca como se eu fosse harpa
e me segreda o elixir de um poema,
o que seria a vida?

L que serie la bida

sien relhuzientes scarabanadas,
caminos sbarrulhados,
sfergantes ampossibles,
yegres mirares?

I sien este amanhecer
que me toca cumo se you fusse harpa
i me zunzuona l citre dun poema,
l que serie la bida?


Teresa Almeida Subtil

(imagem de Leonel Brito)

6 comentários:

  1. Seria uma vida sem a surpresa a estremecer a alma ;)

    bj amg

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  2. A vida (em Biana, ainda dizemos "bida") também é definida pelos imprevistos transtornos que nos causa...
    Excelente poema, gostei muito.
    Dei comigo a comparar as expressões em português e mirandês. E fiquei com a ideia que o mirandês é mais impressivo (zunzuonar em vez de segredar, por exemplo).
    Teresa, tem um bom resto de semana.
    Beijo.

    PS: já há muito tempo que aqui não vinha... perdemo-nos algures no tempo... mas gostei de voltar.

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  3. Querida Teresa,

    O que seria da vida sem uma poética de grandeza
    como a tua!...

    Grata por esta leitura e grata pela tua
    presença querida lá no meu espaço.

    Saudade desta nossa partilha poética...

    Beijinhos.

    Ps: Respondi ao teu comentário lá, uma alegria
    a tua visita, quando puder, vá lá ler...rss

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  4. Seria uma vida sem sabor, com certeza.
    Gostei de passar por aqui e apreciar bons poemas.

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