quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Setembro me trouxe

Setembro me trouxe

A palavra é, agora, um sopro de alma
A declinar numa folha de Setembro,
por vezes calma, outras ventania.
É esta saudade entre a lágrima e a alegria
vertida num rio que me corre dentro.

É o canto da cotovia na ponta da oliveira.
Que sem melodia, nem o sumo da ideia
me escorregaria na letra, nem o fio do verso
seria de origem duriense. Setembro me trouxe
e doce é a uva e a vindima que na cuba floresce.

Serei sempre laranja do pomar
que almeja o sol na pele. E ave de alto sonhar.
E voo que me cresce. E a sede de ti.

É meu passo.
Festa da vida que em mim se ergue.
Setembro me trouxe.


 Poesia e pintura de 
Teresa Almeida Subtil

2 comentários:

  1. A pintura e a escrita... em duas vertentes de talento distintas, e que tão bem se conjugaram neste post extraordinário... para apreciar e reapreciar!...
    Parabéns... duas vezes!... :-)
    Beijinho! Feliz semana!
    Ana

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  2. Querida Teresa,

    A tua palavra poética sempre vestida de
    beleza encantatória, num voo crescente
    de sentires que semeiam significados únicos!...
    A pintura belíssima na harmonia do poema, os teus
    poros exalam poesia e arte, minha amiga.
    Estou com o tempo disponível complicado e até
    no meu blog estou a reeditar poemas antigos e
    dificuldade para visitar os espaços dos amigos.
    hoje, voei aqui e também deixei o meu registro
    no blog da Graça Pires na homenagem ao teu
    livro e a tua distinta poética.
    Beijinhos.

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