sábado, 6 de agosto de 2022

ARA

 A voz nascia na tarde

Iluminura entre gestos

Sentires breves e soltos

Jeito de folha transparente

Onde olhos exultavam

E a palavra sulcava o ser

Luísa fazia acontecer 

A cor e a dor da terra arada

Luísa desatava o espanto

E em mim prendia-se o mar

E expandia-se o fascínio

De me dizer mulher

Ara como princípio e fim.


Teresa Almeida Subtil

(O meu preito a Ana Luísa Amaral
06/08/22)


 




7 comentários:

  1. Bela e singela homenagem que fazes a uma grande Poeta, que nos deixou cedo demais!
    Tive frequentes contactos com ela, nestas lides poéticas, onde ela sempre revelava a sus simplicidade e o seu talento.
    Éramos amigos. E os amigos quando nos deixam, fica sempre um vazio por preencher. Ficará seguramente brilhando no céu da noite um dos seus poemas em forma de estrela!

    Para ti Teresa, um grande abraço!

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  2. Querida Teresa
    Poema que me emocionou pela amizade e admiração
    que patenteia a Ana Luísa Amaral, que nos deixou cedo
    demais.
    Não conheço muito da sua Obra, apenas a "Carta à minha
    Filha" que publiquei em tempos no "Xaile de Seda". Tenho
    lido nos últimos dias mais sobre a sua escrita e tenho
    adorado.
    Desejo-lhe bom fim-de-semana, com Saúde!
    Beijinhos
    Olinda

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  3. Uma magnifica homenagem! Confesso não conhecer a obra de Ana Luísa Amaral...
    Soube da sua partida... felizmente fica a sua obra... a ser ainda descoberta e apreciada futuramente... e devidamente... como normalmente acontece a quem parte cedo demais...
    Um beijinho, Teresa, lamentando profundamente a perda de sua amiga...
    Ana

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  4. Minha querida... Voltando com muitas saudades. Depois de tantos anos sinto que estou regressando a CASA. Estou abrindo a porta à amizade linda que construímos aqui . Deixo o meu carinho e um beijinho.

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Fui d'abalada