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sábado, 14 de maio de 2011

“SINERGIA”



A queda de uma pena
silenciou qualquer ruído
Demónios da mente
que se evaporam
no calor da luz…
Cores em catadupa
iluminam quartos vazios
Planícies plenas…
Será falsa realidade
ou
P
R
I
M
A
V
E
R
A
que me invade
todos os ecos…
Sussurro, livre do Inverno
que me perturbou
os sentidos
Rimo com ele…
um veemente adeus…


E, há quanto tempo eu esperava
com a janela escancarada
esse perfume subtil
que escalou lentamente a noite
no balanço duma pena
abandonou a nostalgia
acordou auroras de alegria
e, tocando-me, estremeci
A Primavera, para ti, colhi
Com surpresa e ternura despertaste
e, em esplendor, me abraçaste
Nesse dia, um baile de emoções
rompeu espontâneo no jardim
Afeiçoados em roda de poesia
bailámos num ritmo sem fim...

Jc Patrão / Teresa Almeida
02.04.11