O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

UMA LÁGRIMA NO OLHAR

Ceifaram dos teus versos o riso
e o alvoroço de searas maduras ondulantes.
No teu poema corre uma lágrima e no sorriso um esgar de tristeza.
O teu olhar não se engana. Dói  num amor, quase sem saída.
Caminhos incertos, sentimentos confusos, perdida,
como quem viaja na sombra
 à procura de um apetecível cheirinho a café
perfumado com a nata do afeto.
Mas não esperas na paragem. Porque não ceifaram o mar de poesia
que derramas em lágrimas no teu planalto,
como gaivota que voa ferida e cruza o céu a agarrar a vida.

Teresa Almeida

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4 comentários:

  1. Um sofrer, algum vazio de sentires outros, uma certa encruzilhada...A certeza na esperança que já é vida!
    A poeticidade plasmada na tela...
    Gostei imenso!
    Bjuzz :)

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  2. Grande sensibilidade poética passa sempre nas tuas palavras.
    Bem hajas querida amiga.
    Bjuzz :)

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  3. "À Procura" é o título da tela, uma das primeiras que pintei.
    Arrancaste-lhe palavras e no poema as lançaste em permanentes procuras.
    A vida é assim mesmo: uma procura incessante,... de nós próprios também.

    Gostei!

    Bs,

    Delaidica

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  4. É na procura que está a graça e o desafio.
    Gosto da mistura dos tons e do sonho de searas maduras com a infinitude do mar.
    E tu sonhas...

    Beisicos amiga.

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