O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O OUTONO CANTA NAS ARRIBAS



Gosto de voar mundo, mas é aqui
que o Outono veste a minha alma de carmim.
É aqui que o rio e as aves
 escrevem a divinal harmonia
que a natureza desfolha dia a dia.

Gosto do Outono que canta nas arribas
e leva ao rubro até os arbustos mais rasteiros.
Num olhar de ave  fico a planar extasiada
sobre um vale que, como a vida
ora se espraia, ora se esconde e serpenteia.

Na sensualidade perfumada do vento
gosto da dança de ave feiticeira
sobre um leito esverdeado de emoções.
Gosto dum rio que se espelha de encantos
e dos versos que escalam íngremes  ladeiras.

Teresa Almeida 02-02-2012

2 comentários:

  1. Poema tão belo como o sítio da imagem.
    O poema, aliás, acaba por se integrar na paisagem.
    Beijo, querida amiga.

    ResponderEliminar
  2. Obrigada Nilson Barcelli por tão belas palavras.
    Bem vindo querido amigo.
    Um grande abraço.

    ResponderEliminar