No teu passo o som vibrante de violinos
a penetrar as fímbrias dum leito verde-água
como se foras funcho num rio aromatizado
a abrir caminho a um desejo renovado
No rio mergulham atracções violentas
mistérios espelhados em afagos transparentes
Pressente-se um secreto balanço de volúpias
e um baile íntimo entre os juncos inocentes
Há um silêncio penetrante na delicadeza
da luz coada, nas margens a beleza
e o desafiante calor da tua mão
Há uma nota melódica no teu passo
um som cruzado com o meu, no compasso
e na inquietude de violinos em noites de verão
Teresa Almeida
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
-
Un filo d’amor Un cheirico a poesie cortaba l friu de l aire i calcie l siléncio de l’aldé. A la hora terminada, l sonido...
-
Ls lhumes parecien nacer an bários sítos de l çcampado. Cumo se spertássen la fiesta. Las pessonas astrebien-se a saltar las labaredas i a...
-
Por cada estrela Que me bate no peito Por cada sorriso Que me alimenta Por cada traço que me adivinha Pelo sentimento Que me s...
"Há uma nota melódica no teu passo
ResponderEliminarum som cruzado com o meu,no compasso
e na inquietude de violinos em noite de verão"
Belíssimo!!
A melodia do amor...
Maravilhoso ler-te,amiga!
Beijo.
Quando os passos estão no mesmo compasso, há mesmo "violinos em noites de verão"
ResponderEliminarExcelente poema, gostei mesmo muito.
Teresa, querida amiga, tem um bom domingo e uma boa semana.
Beijo.
Há um compasso
ResponderEliminarA meio tom
Que mede o passo
Ao teu som...
O outro meio
A meio passo
Sobra receio
Mas a embaraço,
O som não chega...
De violinos abraço
Numa qualquer estação
Mesmo que de verão
O tom não seja...
És realmente talentosíssima!
Beijo