sexta-feira, 1 de junho de 2018

Talbeç l pingacho le pinte / Talvez "l pingacho" lhe pinte



                                                          Talbeç l pingacho le pinte

La fin de maio ye ua ala çpindurada
Un poema ameroso screbido nua faia
Ye l sonido i la chama
Ye dar l pie nua moda de siempre.

Talbeç l pingacho le pinte

La fin de maio inda nun se percebe
Ye paixarico amboubecido
 na raia
Inda trai las einaugas a beilar
Las ligas berdes a relhuzir
I las letras tristes por resgar.


~~~~~~~~~~~~

Talvez "l pingacho"  lhe  pinte

O fim de Maio é uma asa pendurada
Um poema amoroso escrito numa fraga
É som e chama
É dar ao pé uma moda de sempre

Talvez "o pingacho" lhe pinte

O fim de Maio ainda não se percebe
É passaro enlouquecido na raia
Traz folhos a bailar
Ligas verdes a brilhar
E letras tristes por rasgar.

Teresa Almeida Subtil






10 comentários:

  1. Não sabia o que era o "pingacho"... mas fui investigar e percebi que é tema tradicional mirandês.
    O poema é excelente, parabéns pela criatividade/inspiração/talento.
    Também gostei dos vídeos.
    Bom fim de semana, amiga Teresa.
    Beijo.

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  2. A Natureza mora em ti como o pingacho na raia mirandesa.
    Videos cheios de cor como colorido e lindo é o teu poema, querida amiga Teresa!
    Beijinho

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  3. Olá,querida Teresa

    Maravilhoso esse falar. Li primeiro o poema em Mirandês a ver se percebia alguma coisa. :) Esse "pingacho" faz formigueiro nos pés. Ver os videos e bater o compasso foi instantâneo."É dar ao pé uma moda de sempre".

    Adorei os seus versos, a puxarem o tradicional que em nós existe.

    Beijinhos

    Olinda

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  4. Também tive que ir ver o significado de pingacho... :-)
    E facilmente se percebe... como estes ritmos puxem o pé para a dança, e nos transportem para a alegria dos dias maiores, que coincidem com o final de Maio...
    Adorei o poema... os vídeos... em especial o segundo... por nele ver tanta gente jovem, apostada em não deixar as tradições ficarem esquecidas...
    Já tinha saudades de passar por aqui, Teresa... mas ainda não tinha tido oportunidade de o fazer com calma, como gosto de fazer quando tenho oportunidade, de aqui chegar...
    Hoje virei apenas apreciar alguns posts, dos que mais recentemente se me escaparam, e nos próximos dias virei apreciar os demais...
    Um beijinho grande! Bom final de domingo! E uma excelente semana!
    Ana

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  5. Pingacho, uma palavra que desconhecia. Muito interessante a dança. E o poema cheio de ressonâncias tradicionais. Muito belo, Teresa.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  6. este "pingacho" arrasa-(me)!
    na transgressão contida do maneirismo dos corpos
    e no rodado das saias e o crepitar dos corpos
    e na cadência dos ritmos.

    como se música e corpos fosse fosse "pássaro enlouquecido"
    que não ousa além da "raia" escaldante (ou das "ligas verdes a brilhar")

    maravilhosa a terra e os "lugares e gentes" que te habitam, Teresa Almeida

    beijo, minha amiga

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  7. "como se música e corpos fossem...", deve ler-se

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  8. Olá, Teresa!
    Bela homenagem ao mês de maio que se despediu. Beleza!
    Uma boa continuação da semana.
    Beijo.
    Pedro

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  9. Minha amiga,

    Um poema lindo com cheiro de alegria e
    movimento de alma que se liberta na
    extensão do corpo-dança!...

    Adorei os dois vídeos e fiquei com o pé aqui
    a me puxar para dança, adoro alegria que os
    ritmos nos imprime...

    Beijinhos.

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  10. rss, lindinho esses vídeos, o folclore é a alegria enraizada de um povo.
    Belo o teu poema, amiga, parabéns, rica postagem!
    beijinho

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