terça-feira, 14 de maio de 2019

O riso do urso






O alvoroço de giestas, estevas e urzes
Entrelaça em velhos cancelos
Autênticas joias silvestres

E se, num rasgo de exaltação,
Abril libertou aromas de liberdade

Maio tem a porta escancarada

E entre os sons de natureza
Ouve-se um urso-pardo

Em estridente gargalhada.

Teresa Almeida Subtil



12 comentários:

  1. gosto desse urso pardo, a desarrumar a paisagem (aliás, bela) com sua gargalhada ...
    ... e desta aguarela colorida, que pintas em teu poema

    beijo, Teresa

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  2. Olá Teresa

    O quadro é tão real que sinto esse alvoroço em festa e a natureza quedando-se aí, ela própria, na sua oferta engalanada de perfumes.
    O meu sorriso para esse urso brincalhão (se for o mesmo) que, como dizem, comeu cinquenta quilos de mel e agora deu às de Villadiego para outros lados da Ibéria.
    Um gosto imenso ouvir Zeca Afonso, sempre.

    Beijinhos

    Olinda

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  3. E ainda bem que há animais que são livres.
    Magnífico poema, que regista um facto que há muito não acontecia.
    Teresa, um bom resto de semana.
    Beijo.

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  4. Desse urso mesmo em liberdade
    tudo menos um abraço
    Belo texto

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  5. La' se perdeu...o comenta'rio, o urso e eu.
    Fica o sorriso, minha Amiga Teresa, de aqui
    voltar, com agrado.
    um beijo
    LuisM Castanheira

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  6. (aditamento)

    Afinal parece que o urso ainda anda por ca'. Vi-o na AR numa forte gargalhada.
    E o mel que comeu nao parece ser pouco.
    Bom fim-de-semana, Teresa.
    LuisM

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  7. Giestas, estevas e urzes
    Iluminando o cancelo
    De verde, cinza e amarelo,
    Com a poesia que induzes,

    Iluminam outras luzes:
    Luzes da alma ante o belo
    Com os versos, em paralelo,
    Que tu artista conduzes

    Em forma de sentimento
    A tomar na alma assento
    Com a intensidade da graça

    Que Deus faz ao belo em bento
    Ou divinal sacramento
    De luz que em nossa alma passa.

    Grande abraço. Laerte.

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  8. Se o urso pudesse entender poesia... se calhar até entende... à sua maneira, é um urso sensível!
    Beijo, Teresa.
    Brinquei um bocadinho, mas como diria um brasileiro: "seu poema está gostoso!"

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  9. Na passada semana ouvi um... a rir-se... de todos nós... mas este estava numa Comissão de Inquérito... :-))
    Enfim... a liberdade... é mesmo um processo, em constante aperfeiçoamento... senão... abusos lá vão ocorrendo...
    Maravilhosa e deslumbrante imagem, Teresa... que muito bem se alia, à força emanada das suas arrebatadoras palavras!...
    Zeca... sempre a escolha perfeita... e em permanente actualidade... se reflectirmos bem...
    Beijinho! Bom final de domingo, e uma excelente semana!
    Ana

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  10. O nosso maravilhamento com a Natureza é imenso. O teu poema fala dele. Adorei ouvir aqui o Zeca.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  11. Olá, Teresa!
    Um poema de grande beleza e sensibilidade.
    Um canto para a Primavera. Parabéns!
    Uma semana de alegria e paz, Teresa.
    Beijo.
    Pedro

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  12. E a mãe Natureza sempre a te inspirar! "Aroma de liberdade", tão bom poder sentir, saber identificá-lo. Um beijo!

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