quarta-feira, 4 de março de 2020

E à mesa éramos nove.



E à mesa éramos nove
Canto nono de inebriantes sabores
Entroncamento de vontades
E de todas as sedes
Olhos verdes de puros cânticos
E negros-azeitona em baile esquivo
Debulhados em azeite festivo
E a vida esmiuçada a cada garfada
E o néctar da adega
Perfume raro de uva mastigada
Degustado como se palavra fora
Alma Tua, vinha na ladeira da vida
Poesia florida na hora

Sem tempo é a voz de Mirandela
Porta aberta
Uma mão
Na ronda poética

Um mimo, um “CIBO DE NÓS”

Teresa Almeida Subtil




Esta poesia, da minha autoria, nasceu a propósito do último livro de Odete Ferreira, apresentado em Mirandela, no passado dia 29 de Fevereiro. É um título particularmente sugestivo, que me remete à infância. Ninguém esquece "o cibo" de pão" ou pequeno pedaço. Agradou-me desde a primeira hora. Estive presente na bela e participada apresentação, para onde fomos após o almoço. E acrescento que vale a pena ler este livro intemporal. Tive o prazer de dar, na hora, um sentido e merecido abraço de parabéns à amiga poetisa.
O almoço foi em divertida roda de amigos e uma delas lançou o repto: À mesa somos nove, vamos lá ver quem agarra no tema" Eu agarrei. Ela, Ana Bárbara de Santo António, já tinha escrito "À mesa éramos sete", no último encontro de escritores, promovido pela Academia de Letras de Trás-os- Montes. Parece-me que os almoços e respetivos registos estão a ganhar força. Da minha parte não quebro a corrente. E que venham motivos literários para o aprazível encontro. 








19 comentários:

  1. Simplesmente SUBLIME. Poema magistral

    Votos de um dia feliz

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  2. A ideia é muito interessante.
    E o teu poema é mais que interessante, é excelente.
    Teresa, continuação de boa semana.
    Beijo.

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  3. Querida Teresa

    Trouxe até nós os sons dessa tertúlia e é muito bom ter notícias de eventos que dizem respeito a lançamento de livros e de conversas à volta deles.

    O poema, belíssimo! Toda a sua sensibilidade e talento estão nele patentes.

    Beijos

    Olinda

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  4. mas que pena eu tenho, Teresa, que em vez de nove,
    fossem dez à mesa!... ainda que fosse por um "cibico"
    para poder dar um abraço de parabéns à nossa amiga Odete Ferreira, cujo talento literário é enorme, como todos sabemos.

    o teu poema revela uma grande cumplicidade de amigas.
    com a tua "marca de água" pessoalíssima.
    gostei muito.

    beijo, Teresa

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    1. Teria sido um enorme prazer fazeres parte do grupo.

      Beijo, Manuel.

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  5. "não fossem dez à mesa", deve ler-se.

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  6. Olá Tereza que soberbo esse poema, gostei do jogo de palavras e gostei também da ideia, muito bom para se praticar em rodas d e leitura entre amigo da poesia. Parabéns!

    convido a visitar o blog, abaixo o link

    https://celebrandosuavida.blogspot.com/2020/03/hoje-e-o-dia-dele-nosso-querido-toninho.html

    votos d eum feliz domingo.
    Bjss

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  7. Gosto do teu poema, querida Teresa...
    E de ler a talentosa Odete Ferreira...
    Gosto de apreciar a vossa amizade,
    os caretos e a vossa música...
    Gosto destes cibos de vós.
    Abraços cordiais para ambas.
    ~~~~
    Ps - Hoje tenho surpresa no A Vivenciar...
    ~~~~~~~

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  8. Senti-me nessa mesa, tão plena de sabores e tradição.
    Belíssimo poema.
    Feliz Dia Da Mulher
    Beijinhos

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  9. Querida Teresa

    Venho trazer-lhe um grande abraço, hoje, que é tido como o Dia da Mulher. Que sirva para continuarmos a insistir no lugar que a Mulher deve ocupar na sociedade, por direito próprio.

    Beijo
    Olinda

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  10. Excelente!
    Gostei de ler o poema e de conhecer o contexto em que foi escrito! Quando eu tinha 12 anos eu queria ser poetisa, adorava ler poemas e de escrever um e outro rabisco!
    Mas com o passar dos anos esqueci este meu gosto e devido as escolhas erradas no secundário não segui o caminho das letras!

    Beijinhos

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  11. A Odete Ferreira deu-te o tema que agarraste à imaginação poética como só tu sabes fazer. Lindíssimo, Teresa!
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  12. Teresa,
    Talvez, numa próxima, haja alguém que titule o seu poema "E à mesa éramos quinze".
    Saíste-te muito bem da empreitada.

    Um beijinho :)

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  13. Estou a achar muito interessante esta continuidade de poemas à mesa. AC, vou deixar o aviso do próximo evento, a não ser que, entretanto, seja cancelado.
    Grata pelo comentário.

    Um beijinho. :)

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  14. Passei para ver as novidades e continuam nove à mesa. Mas que banquete demorado...
    Querida amiga Teresa, continuação de boa semana.
    Beijo.

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    1. Tu é que estás demorado. Continuamos à tua espera, querido amigo Jaime Portela. :)

      Beijo.

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  15. E esta sua refeição poética, Teresa... também me remeteu para outros encontros à mesa, nos meus tempos de juventude... na casa de férias da família, na região da Beira Alta... em que se saboreava semelhante espírito, à mesa... entre cada garfada... e cada presença... cheia de histórias para contar...
    Assim que tiver um tempinho, passarei no espaço da Odete, para a parabenizar pelo seu novo livro!
    Um beijinho grande, para ambas! Tudo de bom!
    Ana

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  16. Belíssimo poema Teresa.
    Estive ausente devido a perda de meu mano, por isso me ausentei.
    Enfim estou de volta.
    Um beijo!

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