quarta-feira, 11 de novembro de 2020

Doeu-me a vida


 

Doeu-me o ultimo abraço

E todos os outros
Com sabor a passagem
A despedida.
Doeu-me a cor
O sabor e o beijo
Que guardo na boca.
Doeu-me a emoção
Meu jeito adolescente
Doeu-me a vida
E o caminho de volta.
E não estar em ti perdida
É o que me dói
Ainda.
Teresa Almeida Subtil



22 comentários:

  1. Poema fascinante, delicioso de ler
    Elogio o bom gosto musical
    .
    Cumprimentos poéticos

    ResponderEliminar
  2. Olá, querida amiga Teresa!
    Lindo o vídeo e saudade da música.
    O poema é um encanto.
    Sensível, delicado como o desejo de um beijo enamorado.
    Que lindo pôr-do-sol Inspirado!
    Tenha dias abençoados!
    Bjm carinhoso e fraterno

    ResponderEliminar
  3. como dói uma despedida...
    a quem, não sei! mas deve ser
    de alguém a quem muito se ama.
    belíssimo poema, minha amiga Teresa
    um beijo

    ResponderEliminar
  4. Ainda bem que acompanhas a tua belíssima despedida, com essa voz que amor-entrelaçado e acalenta .
    As coisas difíceis tornam- nos mais fortes . Mas que luta, Teresinha !
    Abraço com saudades

    ResponderEliminar
  5. poema tão magoado, Teresa! e nada na vida é passagem,
    mas paisagem! e novas cores...

    e os sulcos fundos na terra boa do planalto
    são sempre certeza de colheita fecunda.
    e tu mereces toda a felicidade do Mundo

    beijo, querida Poeta Teresa Almeida

    ResponderEliminar
  6. Boa tarde Teresa,
    Um poema belo e profundo.
    O amor dói tantas vezes.
    Um beijinho,
    Ailime

    ResponderEliminar
  7. Teresa,
    Numa despedida, há tantas dores que se transformam numa só!
    E como dói!...

    Um beijo.
    A.S.

    ResponderEliminar
  8. Há emoções de despedida assim: doem fundo e perduram uma vida.

    Também tenho um poema de despedida que aguarda oportunidade para vir à luz.
    O teu é muito belo por pressupor um amor intenso.

    Estão arrefecendo os nossos dias... Que te sejam confortáveis.
    Abraço, querida amiga.
    ~~~~

    ResponderEliminar
  9. Há dores inevitáveis...
    Gostei do poema, magnífico.
    Bom fim de semana, querida amiga Teresa.
    Beijo.

    ResponderEliminar
  10. Belo poema, que retrata o quanto as impressões afetivas são capazes de fundamente calar, indelevelmente.
    Abraço de amizade.
    Juvenal Nunes

    ResponderEliminar
  11. Há quem diga que tudo termina e que do passado devemos nos esquecer. Há emoções, no entanto, que ficam em nós coladas para sempre. Há nelas uma ternura imensa e indelével. Sua doída despedida ficou magnífica. Bjs.

    ResponderEliminar
  12. Dói muito quando os abraços e os beijos nos faltam. Doem as ausências sem recuo...
    E agora, que nem sequer podemos tocar-nos, o teu poema leva-me para este tempo da tragédia que nos atingiu a todos...
    Cuida-te bem, minha Amiga Teresa.
    Um beijo.

    ResponderEliminar
  13. A dor é sempre uma forma quase interminável na poesia. Um recurso imenso
    Gostei de comentar pela primeira vez aqui

    ResponderEliminar
  14. Há dores, que prevalecem a vida inteira dentro da nossa alma.
    Maravilhoso poema
    Beijinhos

    ResponderEliminar
  15. Olá, Teresa, como não gostar desse seu belíssimo poema, um canto ao amor que não resiste a passagem do tempo.
    Gostei muito.
    Uma boa semana com os cuidados necessário à saúde.
    Beijo.

    ResponderEliminar
  16. e como eu costumo dizer, nada é, tudo está: existir é transmutar.
    como a dor que também passa.
    a imagem é linda.
    um beijo, Teresa!

    ResponderEliminar
  17. Novos tempos, em que tudo fica em causa, novas interrogações para lá dos cânones. E, não bastasse a inquietação "normal" inerente à vida, novas sombras vêm empalidecer o horizonte. Que fazer, quando tudo o que nos pedem se resume a ficarmos passivos até a borrasca passar?
    Não, a vida não pode ficar em suspensão. Há, pois, que desconfigurar o aparentemente desconfigurável.

    Um beijinho, Teresa :)

    ResponderEliminar
  18. A dor da separação que nos atinge em um ou outro momento da vida. Tudo toma uma dimensão definitiva. As emoções fazem o seu caminho até nos recuperarmos, mas a saudade fica.

    Poema que nos toca, querida Teresa.

    Beijos

    Olinda

    ResponderEliminar
  19. Como diz Murakami... a dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional! A dor é sinal de que a vida não nos passou despercebida!
    Belíssima conjugação das suas tocantes palavras, Teresa, com a imagem e a escolha musical... de quem partiu cedo demais... e com muitas dores e inseguranças não resolvidas...
    Beijinhos! Continuação de uma boa semana!
    Ana

    ResponderEliminar

Voltarei!