quarta-feira, 9 de março de 2022

Sou mulher!

A escalada é íngreme e não sei onde vou

Levo os filhos pela mão

São todos meus. Os que saltam o espanto

E os que ficam.

E os que gritam.

Por ti, por nós, meu coração é fogo

O fogo que atearam.

E prossigo na aflição que não sossego.

Logo, logo teremos tudo,

Digo enquanto mordo as palavras

E engulo as lágrimas.

Não deixei nada, sou empurrada

Não sei onde vou

E a destruição é o mundo que abandono

Só conheço a dor que aperto

Sou uma qualquer que foge

Não sei onde estou, não sei onde vou.

Sou ucraniana.

Sou mulher!

 

Teresa Almeida Subtil
08/o3/2022





27 comentários:

  1. Li em silêncio e, fascinando e emocionado, por profundo respeito pelas mulheres do mundo, em geral, e pelas mulheres UCRANIANAS em particular, em silêncio, me deixei ficar.
    .
    Cumprimentos poéticos
    .
    Pensamentos e Devaneios Poéticos
    .

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  2. Que comoventes as palavras que usaste para falar do drama das mulheres ucranianas. Estou com elas na mesma dor, nas mesmas lágrimas, no mesmo desespero, na mesma esperança. Belíssimo!
    Um beijo, minha Amiga Teresa.

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  3. Querida Teresa

    Da sua pena só podia ter saído tal poema, com esta intensidade. Um retrato doloroso da Mulher ucraniana que por estes dias é das mulheres mais sofredoras deste mundo injusto.
    Desejo que esteja bem e que tudo esteja a correr pelo melhor.
    Beijinhos
    Olinda

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  4. Algo que sempre me perturbou foi o facto de não ser fácil dissociar Mulher e dor, não necessariamente a física. Ainda hoje vemos o que vemos, assistimos ao que assistimos e se o passado era algo de medonho, ainda hoje a realidade não sorri.
    Pela igualdade, pela paz e um obrigado pela beleza, inteligência e pertinência do seu poema
    Abraço e boa semana

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  5. uma dor quenos consome, com a Humanidade metida numa armadilha

    beijo Amiga

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  6. O teu grito... Bem soante e veemente...
    Também dei o meu grito...
    Bom trabalho. Beijinhos
    ~~~~

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  7. Um poema que me "incomodou" e me emocionou, Teresa.
    A mulher, em muitas partes do mundo, sofre, mas atualmente, a mulher ucraniana é o símbolo da resistência e da dor. Gostei muito das tuas palavras.
    Gostei de ouvir o vídeo. Quanta ingenuidade e força!

    Beijos e bom resto de semana.

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  8. Guerra é a falência humana.
    É a ignorância suprema
    Ou é a decisão extrema
    Da ira animal que emana
    Não do ser, mas da insana
    Besta que habita o ser,
    Cuja alma fica a dever
    Ao divino e sem sentido
    Do que o ser empedernido
    Fez por tanto embrutecer.

    Belíssimo o seu poema! Parabéns! Abraço. Laerte.

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  9. Muito bom e comovente ,Teresa
    Passando no blog da Olinda, li seu poema e segui o link.
    Gosto de ler poemas e sempre que puder venho ve-la.
    Um abraço e solidarizo também com a dor do mundo ,pela Ucrãnia
    abraço

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  10. Venho da amiga em comum, Olinda.
    O canto da criança ecoou pelos cantos todos e foi uma emoção por aqui no Brasil hoje.
    Mulheres guerreiras que carregam suas crianças, que cantam para as distraem enquanto os olhos lacrimejantes ensopam a face de tanta dor
    Um grito poético coerente que você é nossa porta-voz.
    Tenha uma primavera abençoada!
    Beijinhos

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  11. Vi um poema seu no blog da Olinda Melo e vim conhecer seu espaço, Deparei-me com este grito em forma de poesia dedicado às mulheres da Ucrânia. Emocionante e belo. Parabéns

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  12. Bom dia, Teresa
    com u enorme e sensiibilidade que caracteriza a tua poesia
    escreve uma síntese oubgebte e bela do estado do Mundo.

    é um prazer notar que regtressas com ntusiasmo
    um grande abraço

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  13. Um poema que ecoa como um poderoso grito de revolta... e que não poderia traduzir melhor o atribulado percurso de todas as mulheres ucranianas que fogem, com a família dividida... entre quem foge e quem fica... seja qual for o lado do combate... pois há tantas famílias ucranianas que têm membros russos, nesta guerra sem sentido...
    Brilhante e emocionante, este momento poético, Teresa! Muitos parabéns, por tão bem expressar o que vai na alma, destas angustiadas mulheres... e que tão bem retrata este preocupante momento que o mundo atravessa!...
    Um beijinho grande! Bom final de domingo, e votos de uma excelente semana!
    Ana

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  14. Uma forte e bela sensibilidade para a dor, seja lá onde for.
    Um poema forte umbilical arrancado das entranhas.
    Somos todos ucranianos Teresa.
    Seu grito ecoa e faz aconchego nas mães destroçadas desta famigerada guerra.
    Parabéns pela arte das palavras.
    Que bom que a Olinda me trouxe aqui.
    Meu terno abraço e admiração.

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  15. Um poema que toca fundo.
    Cada vez mais, não sabemos para onde vamos.Bonita e sentida homenagem à mulher.
    Seja ela Ucraniana ou de outro sítio qualquer que a guerra esmaga.
    brisas doces *

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  16. Boa tarde Teresa,
    Um poema muito belo, muito tocante, que é como um grito de homenagem à Mulher que foge da guerra com os filhos pela mão, que chora, que sofre tormentos difíceis de explicar às mãos daquele déspota, que não se cansa de matar.
    Um beijinho,
    Ailime

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  17. Perfume do verso e do inverso,
    diga-se de passagem. O cheiro
    quando é bom é cheiro bom para
    todo lado (risos).
    Beijos perfumados.

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  18. Omos o lado mais fraco. por u«isso nos compandecemos

    beijos, minha Amiga

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  19. Que tristeza li nesse poema, querida Teresa, mas também belo por expores as dores da mulher ucraniana, sofrida, guerreira...
    Todas somos nós as dores das mulheres ucranianas, é demais a crueldade a que estão sendo submetidas. Incompreensível que isso continue...
    Poema que emociona muito.
    Um beijinho, querida.

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  20. Pensei que já não andasses pela blogosfera, Teresa, mas ainda bem que me enganei.
    Que continues a mirandar por muitos e bons anos!

    Uma Santa Páscoa! :)

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  21. Passando a deixar um beijinho e votos de uma Feliz Páscoa, para si e todos os seus, Teresa!
    Tudo de bom!
    Ana

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  22. DEUS SALVE AS MÃES!
    Só mãe dá à luz de amor.
    Ser mãe é ser e ente
    À imagem ao Criador,
    Reproduz – semente.

    FELIZ DIA DAS MÃES! Laerte

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  23. Eis aqui, nós, novamente
    Com saudades da poeta
    Que há muito engaveta
    Seus versos feitos a gente
    Como eu que os lê e sente
    Brotar deles poesia
    Necessária, eu diria
    Para nossa alma, creio
    Que precisa e tu és meio
    Da parte que tua alma cria.
    Abraço fraterno e meu beijo. Laerte.

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  24. Uma guerra é sempre uma ferida que faz sofrer a humanidade inteira.
    Abraço amigo.
    Juvenal Nunes

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  25. Tenho-te encontrado nos 'blogs'. Estás a voltar?...
    Bom trabalho...
    Um mês de Junho muito agradável e feliz. Beijinhos
    ~~~~~~~~~~

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  26. Olá, queria Majo!
    Ainda não consegui regressar como queria. Vou passando ...
    Voltaremos!
    Beijinhos.

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