domingo, 22 de março de 2026

A Norte la fala mirandesa

                                             AURORA BOREAL
                SVALBARD GLOBAL SEED VAUL         ÁRTICO

A la punta de riba
de l planeta
cula niebe antalisgada
abriu-se la nuite
I fuste chamada.

Fizo-te
la purmeira streilha
que streilhas nun habie.
L tiempo scapaba
na palabra que salie
doce i caliente
de la niebe frie
I zoustinada.

Entre sabores
a foca, baleia, rena
bino tinto,
benírun ls diuses
de la fin de l mundo.

Al azul de l'Ártico
chubimos.
i cun que proua
te fizo mie!

Cumo se fura
l amprencípio
de todo.

Teresa Almeida Subtil 
20.02.2026

.................


Na ponta de cima 
do planeta
com a neve embrenhada
Abriu-se a noite 
e foste chamada.

Fiz-te a primeira estrela
que estrelas não havia.

O tempo escapava
na palava que saía
doce e quente
na neve fria
e desnorteada.

Entre sabores
a foca, baleia, rena,
vinho tinto,
vieram os deuses
do fim do mundo.

Ao azul do Ártico 
subimos.
E com que orgulho
te fiz minha!

Como se fora 
o princípio de tudo.



3 comentários:

  1. Olá amiga Teresa 🌼
    Uma viagem pelo frio do ártico, num encontro com os deuses do fim do mundo, e que rendeu um excelente poema bilingue.
    Gostei muito, mesmo muito do teu poema.
    Boa semana a e uma feliz primavera.
    Beijos.

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  2. "Como se fora o princípio de tudo". O ártico: o lugar onde não se ousa fazer do coração um lugar de conflito.
    Uma Pascoa muito abençoada com amor, saúde e paz.
    Um beijo, minha Amiga Teresa

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  3. Querida Teresa
    Que poema lindo! Dá vontade de mergulharmos nesse
    mundo frio e inóspito para nos inspirarmos de belas
    palavras.
    A aurora boreal, lindo, um mistério. Penso que
    nunca conseguiremos desvendar tudo sobre o nosso
    globo.
    Que tenha passado uma bela Páscoa, amiga.
    Beijinhos
    Olinda

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A Norte la fala mirandesa