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quinta-feira, 26 de maio de 2011

Nunca estive na tua varanda


Mas escrevo debruçada nela
Onde os anseios trepam alto
Ondulam em cores do arco-íris
Nascidas num cordão de mar
E m algo é preciso  acreditar

Do negro ventre da tua ilha
Brota um néctar rubro, perfumado
E o verde esperança dos campos
Em  frequentes chuvas acariciado
Em carne e leite é transformado

Até as nuvens ao Pico desceram
E do fogo das entranhas
Uma nave espacial fizeram
E se o governo desgovernasse
Seria natural que voassel

Escrevo  de um amor original
Sei que uma lágrima assomaria
Se na tua varanda me sentasse

Teresa Almeida 21.05.2011