Mas escrevo debruçada nela
Onde os anseios trepam alto
Ondulam em cores do arco-íris
Nascidas num cordão de mar
E m algo é preciso acreditar
Do negro ventre da tua ilha
Brota um néctar rubro, perfumado
E o verde esperança dos campos
Em frequentes chuvas acariciado
Em carne e leite é transformado
Até as nuvens ao Pico desceram
E do fogo das entranhas
Uma nave espacial fizeram
E se o governo desgovernasse
Seria natural que voassel
Escrevo de um amor original
Sei que uma lágrima assomaria
Se na tua varanda me sentasse
Teresa Almeida 21.05.2011
