O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

quarta-feira, 16 de março de 2011

O teu corpo é uma estrela, dizes tu

Adivinho-te
Mar calmo que se espreguiça
Em dolente ansiedade
No cansaço de tanto esperar
Vais escrevendo poemas na areia
Em noites de lua cheia

Quase desmaias
Quando me vês chegar
Gosto daquele marulhar
Do teu meigo cantar
No silêncio erótico
Do teu amanhecer
No meu corpo de mulher

Cedo te levantas eriçado
Em ondas quentes me enrolas
Gosto dos teus beijos molhados
Que afloram e exploram
Meu corpo exaltado

Gosto de no amor ressurgir
E contigo fluir
Ganharmos asas de infinito
Em uníssono grito

O teu corpo é uma estrela, dizes tu
Gosto de te sentir espraiar
Escrevendo poemas empolgados
Em meu corpo nu

Teresa Almeida 09.03.11

4 comentários:

  1. O mar metaforizado em paixão! Belo jogo semântico! Lindo, Teresa! Bjinhos :)

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  2. Mas que ternura de mar!
    Guapíssemo!!

    Beisicos

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  3. Belas e preciosas palavras Odete! Gosto de me ler nelas.
    Bjuzz :)

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  4. Beisicos Delaidica. Guapíssemo o teu comentário!!!

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