O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

sexta-feira, 30 de março de 2012

ALVÍSSARAS


O entusiasmo da urze
faz vibrar o planalto.
Num desejo incontido,
é a primeira a conquistar a Primavera.
Não se acomodam os piornos,
as giestas, as carquejas e tantas outras.
Rebenta um orquestra de cores,
uma voz indomada,
alvíssaras de um tempo novo,
é a pela enrubescida de Trás - os – Montes.

Trouxe um ramo pendurado no olhar.....

ALBÍSSARAS


 La gana de l'urze
faç bibrar l praino.
Nun deseio ancuntido,
ye la purmeira a cunquistar la Primabera.
Nun s´aquemódan ls piornos,
las scobas, las carqueijas, ls tomielhos i tantas outras.
Rebenta ua orquestra de quelores,
ua boç que nun s´adomina,
albíssaras dun tiempo nuobo,
ye la piele anrubrecida de Trás - ls – Montes.

Truxo un galho colgado na mirada.


Teresa Almeida

2 comentários:

  1. Na verdade não é preciso dar nada à natureza; pelo contrário, ela tem tudo e tudo oferece. Que riqueza, a da natureza e a do poema...
    Bjuzz, querida amiga
    :)

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  2. A urze sempre me encantou!
    Vejo que também alegram o teu olhar!

    Obrigada querida amiga.
    Bjuzz :)

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