domingo, 23 de julho de 2017

Poesia rebelde


 (Pintura de Sara Mata) 

Sob teu olhar eu me vestiria de guiupura.
Papoila esvoaçante.
No teu chapéu faria ninho e céu,
e ideias sem rota.
Não gosto de destinos. Sonho teu hino e galhardia.
E sobre teu riso … poesia rebelde.
Luar fogoso, cheiro a savana e cacau puro.

Erguida à tua altura, navego.
Errante. Acrescento som ao teu riso
como se visse o mundo alvorecer,
e nas palavras, moídas, clareiras de liberdade,
e asas floridas num olhar que apenas adivinho.
Transbordante.

Teresa Almeida Subtil

4 comentários:

  1. Teresa gostei muito de tua "Poesia rebelde", um belíssimo poema, do qual ressalto estes versos, belos como os demais versos:

    "E sobre teu riso … poesia rebelde.
    Luar fogoso, cheiro a savana e cacau puro."

    Parabéns, Teresa.
    Ótima semana.
    Um abraço.
    Pedro

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  2. "Sob teu olhar eu me vestiria de guiupura.
    Papoila esvoaçante.
    No teu chapéu faria ninho e céu,
    e ideias sem rota."

    Bravo, Teresa, lindo o poema rebelde! O que define e distingue a poesia é algo único, que não se repete, que só nela é encontrado. Meu aplauso.
    Quanto à bela pintura de Sara Mata, excelente! Que expressão...
    Beijo, amiga.

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  3. Um maravilhoso poema... palavras inspiradoras, e desafiadoras... imbuídas de esperança e continuidade...
    Mais um trabalho notável! Muitos parabéns, Teresa!
    Beijinho! Feliz semana!
    Ana

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  4. Poema belíssimo com a tua marca de um sentir
    que sempre transborda imensamente belo e
    envolvente!!...
    Beijinhos, minha amiga!
    Te cuida e ficas bem, viu?!...
    Paz e luz para ti...

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O comboio nunca partiu