
Fascinada, paro e olho devagar
momento de meditação
como monge que se retira
por opção
Há um apelo na natureza
permanente
sei que a ela pertenço
eternamente
Filosofia estéril, inconsciente
Pela ponte seduzida
em nobre arte e aço lavrada
em zona deprimida, grita
elegância, porte e altivez
em íngremes ladeiras implantada
de alicerces fragilizada
Apetece saborear
com audácia e asas de abutre
uma viragem no rumo
um salto no abismo
e, de novo, ressurgir
em alturas me arvorar
e, em clarividência
uma filosofia de vida alinhar
Teresa Almeida 29.01.2011
Teresa.
ResponderEliminarFaltam-me palavras com o tamanho necessário para comentar este presente que nos ofereces.
Fico-me na contemplação do texto e da imagem, assim, aconchegado à meiguice que colocas no teu poema.
Faltam-me maos para o grande aplauso.
Beijinhos
A sensibilidade é por demais evidente na descrição do que este cenário te provoca, com um belo suporte metafórico. Destaco a última estrofe...
ResponderEliminarParabéns, amiga
Bjuzzz :)
Ricardo, as tuas palavras são um grande incentivo!
ResponderEliminarObrigada.
Beijinhos
Ainda bem que passaste os olhos por esta ponte amiga. É linda e inspiradora!
ResponderEliminarObrigada.
Bjuzz