segunda-feira, 7 de agosto de 2017
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Festival Intercéltico. Convite

Pino do
verão, da música e da proa da língua.
Sangue celta
a correr pelos dias, pelas noites e pelas melodias.
É no arrepio
da dança que vivemos e fazemos a festa.
E os
instrumentos levam as palavras a brilhar e a cirandar.
Corpo e
alma. Pois quem não bailou que baile
no requebro
do verbo, na alegria do povo que somos,
na voz que
geme, na tristeza e no verso que
afeiçoa;
no perfume
silvestre que sublima. É a cultura que se espraia
no palco e
no terreiro. Apesar do grito.
É o hino à vida que se alcantila.
É o hino à vida que se alcantila.
É sair
voando ao intercéltico, festival de estio, festival de proa.
Ye l cherume de l
berano, de la música i de la proua de la lhéngua.
Sangre celta
a correr puls dies, pulas nuites i pulas cantigas.
Ye ne
l'arrepelo de la dança que bibimos i fazemos la fiesta.
I ls anstrumientos lhieban las palabras a relhuzir i a çarandar.
Cuorpo i
alma. Pus quien nun beilou que beile
na droba
de l berbo, na alegrie de l pobo que somos,
na boç que
geme, na tristeza i ne l berso que mos
gusta;
no prefume
silbestre que chube. Ye la cultura que se spabila
ne l tablado i
ne l terreiro. Anque l bózio.
Ye l'hino a la bida que s' alhebanta.
Ye salir
bolando al antercéltico, festibal de l tiempo e de lomiada.Ye l'hino a la bida que s' alhebanta.
Teresa Almeida Subtil
quarta-feira, 26 de julho de 2017
Mãe
Será que ouviste o meu palpitar?
E a minha mão
acariciar a tua,
será que sentiste?
E os últimos
beijos
no teu rosto ausente,
percebeste-os
mãe?
Na hora dura
e fria,
deslizei num rio de paz,
firme leito
de afetos.
E no teu
peito me deitei
pela última vez.
Os teus
olhos, minha mãe,
haviam partido,
mas os meus
adoravam-te na luz que me deixaste.
Luz que, na
partida, quis dar-te.
E o sossego
da tua mão na minha.
Disse-te
tudo, como sempre.
Estou aqui,
mãe, como te dizia …
Acariciei
contigo os rostos que te queriam.
E te querem.
Passaste e viverás
no amor que semeaste.
Mãe, eu vi
as arribas a arder
quando à
terra desceste.
Teresa Almeida Subtil


domingo, 23 de julho de 2017
Poesia rebelde

(Pintura de Sara Mata)
Sob teu olhar eu me vestiria de guiupura.
Papoila esvoaçante.
No teu chapéu faria ninho e céu,
e ideias sem rota.
Não gosto de destinos. Sonho teu hino e galhardia.
E sobre teu riso … poesia rebelde.
Luar fogoso, cheiro a savana e cacau puro.
Erguida à tua altura, navego.
Errante. Acrescento som ao teu riso
como se visse o mundo alvorecer,
e nas palavras, moídas, clareiras de liberdade,
e asas floridas num olhar que apenas adivinho.
Transbordante.
sábado, 15 de julho de 2017
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Despe-me
Despe-me de dores e incertezas,
vulcões de ternura, trilhos de utopia,
desejos frementes, pássaros multi-cores,
ânsia, fome de viver. Mostra o dia-a-dia
a alvorecer na palavra. O riso e o amor.
Minha página alvoroçada, sons da terra,
fraga esfiapada, urtiga e flor aberta.
Nasce-me de novo, rebelde,
filho segundo de geração espontânea,
teia que me prende e desvenda.
Aquieta-me. E embora cálida
e finita seja a tarde,
despe-me, hoje, num fio de aurora.
Teresa Almeida Subtil
terça-feira, 11 de julho de 2017
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