O poema só nasce onde quer
Como um pé de fiolho,
é pura emoção selvagem ...

domingo, 9 de outubro de 2011

Mãos

Obra editada "EM SUSPENSO"
as minhas mãos.
Reparo nelas…
Pouso-as
separando, delicadamente,
cada um dos dedos…
Como se escancarasse
a porta da rua
ao amigo.


Observo-as…
Acaricio cada dedo.
Não pela pela sua beleza
antes pela sua dureza.
Acompanham-me…
Como são imprescindíveis!
Mas não dei valor…
Acordo de um torpor,
perfeitamente inadmissível.


Via nelas a imperfeição…
A pele irregular,
que oleosos cremes
não podem disfarçar.


Hoje, deslumbro-me
E só vejo perfeição.
Executam os gestos,
que dita o coração.


Com as mãos acaricio
os rostos e as coisas.
Com as mãos partilho,
todo o meu mundo.
São esperança…
São herança
que deixo ao filho.


OF 21-03-201

3 comentários:

  1. E já uma certeza. Uma das minhas Poetisas de eleição.
    Ela sim merece este destaque.
    Parabens pela ideia e um beijinho para as duas

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  2. Foi uma agradável surpresa, esta!!
    Só posso deixar um humilde agradecimento.
    (Não pude deixar de ler o que o Ricardo escreveu...Sem palavras!).
    Bjuzz, amigos :) :)

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  3. Gosto de ver aqui os poetas meus amigos e as suas obras. Não te parece que este blogue ficou valorizado?
    Gosto de ler e comentar a tua bela poesia, Odete.
    E a verdade é que, também, me sinto a caminhar "em suspenso"!!! :)
    Bjuzz

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