sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Sei teus sinais / Sei tues seinhas

Sei teus sinais
Sei teus sinais


Cada socalco tem sua própria chama
E há lugares onde lugar não conheço e teimo.
Experimento a subida e desço em descaminho.
Em mistérios e interrogações flutuo.
E olho ao longe um lugar.
Como se tivesse cor e cheiro.
Ainda que volátil. Mais espírito que peso.

E escrevo a desnorte. E assim me envolvo.
Laços de seda e de murmúrios. Palavras-asas
Que perpassam e nos enleiam.
Sei teus sinais
Ponto de apoio – infinito voo.



Sei tues seinhas

Cada recalço ten sue própia chama
I hai lhugares adonde lhugar nun conheço i anteimo.
Spormento la chubida i abaixo an çcamino.
An mistérios i anterrogaçones sbolácio.
I uolho al loinge un lhugar.
Cumo se tubisse quelor i oulor.
Inda que dezipado. Mais sprito que peso.

I scribo sien tino. I assi m’ arrolho.
Lhaços de seda i de marmúrios. Palabras-ailas
Atrabéssan i mos amarfanhan.

Sei tues seinhas
Stribo-me – anfenito bolo.

Teresa Almeida Subtil

5 comentários:

  1. Saber os sinais. O lugar ao longe. O infinito, ponto de apoio. Palavras-asas, como a natural possibilidade do voo.
    Muito belo, Teresa!
    Um bom fim de semana.
    Um beijo.

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  2. há sinais assim, ávidos de leitura
    como socalcos inexplorados. em espera

    belíssimo, Teresa

    beijo

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  3. Querida Teresa,

    A vida emite sinais, a sensibilidade capta e
    às vezes decodifica.
    A poesia é um código misterioso da beleza
    que permeia a visão de mundo do poeta.
    A tua poesia é encantadora e sedutora
    destes sinais da beleza de viver!...
    Beijinhos.

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  4. Nessa noite de final de Domingo
    Venho carinhosamente desejar uma semana abençoada.
    Vamos sim nos unir para receber as
    benção de Natal..
    Estamos vivendo um momento de grande tenssão
    nesse mundo onde Deus semeou um mundo de amor,
    Mas vem sempre a deseperança
    mas com fé tudo pode ter um final feliz.
    Um carinhoso abraço.
    Até breve.
    Beijos no coração.
    Evanir.

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  5. A terra , a cor , os cheiros , a teimosia do chão que nos gera , que nos apela , que nos atrai . E sugeres tudo isto e muito mais nos teus voos, num fantástico poema , Teresa .
    Beijinho !💝💝💝

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