Sei teus sinais
Sei teus sinais
Cada socalco tem sua própria chama
E há lugares
onde lugar não conheço e teimo.
Experimento
a subida e desço em descaminho.
Em mistérios
e interrogações flutuo.
E olho ao
longe um lugar.
Como se tivesse
cor e cheiro.
Ainda que volátil.
Mais espírito que peso.
E escrevo a
desnorte. E assim me envolvo.
Laços de
seda e de murmúrios. Palavras-asas
Que
perpassam e nos enleiam.
Sei teus
sinais
Ponto de apoio – infinito voo.
Sei tues seinhas
Cada recalço
ten sue própia chama
I hai
lhugares adonde lhugar nun conheço i anteimo.
Spormento la
chubida i abaixo an çcamino.
An mistérios
i anterrogaçones sbolácio.
I uolho al loinge
un lhugar.
Cumo se
tubisse quelor i oulor.
Inda que dezipado.
Mais sprito que peso.
I scribo sien
tino. I assi m’ arrolho.
Lhaços de
seda i de marmúrios. Palabras-ailas
Atrabéssan i
mos amarfanhan.
Sei tues
seinhas
Stribo-me –
anfenito bolo.
Teresa Almeida Subtil




