O som
soltava-se ao alto da mansão
Dedilhado
por mãos sábias
E coração
cálido.
Ela abrandou o
passo e ninguém percebeu.
Desprendeu-se.
Murmúrios e
beijos repercutiam-se
Vadios.
E a portada
envelhecida vestia a dignidade
Da partitura
da tarde.
E nela se
entranhava o cheiro a terra molhada.
E a trepadeira de flor miúda escalava o momento
Perfume-jasmim,
melodia
E sentimento
E o gato de olhos
esbugalhados
E a brisa a
arrepiar a finura dos ramos
E a terra a
arder e a saia amarela
A bailar
ternamente.
Ao olhar
para trás
Apenas uma
pequena casa
Abandonada.
E uma porta mágica
No caminho
estreito de terra batida.
Devagar, ela
prosseguiu
E o som que
mitigou a sede da palavra
Abriu o sol
poente.
Teresa Almeida Subtil



